sábado, 12 de setembro de 2009

Inconformismo

Eu vi chover corpos e cabeças,
Eu passei por uma nuvem de moscas e vespas
Me banhei em sangue, me alimentei da doença
Fiz porque desprezo os problemas.
As autoridades usam do poder como bestas
A polícia de nada serve, pobres coitados, dão vergonha, como lixo cheira
Se não, são exemplo da irracionalidade ou da não-emotividade, fraqueza
A segurança se resume em fechar os olhos e deixa ser ou se manter em todo-fortaleza
Quando era criança eu quis ser o pior indivíduo, já tinha certeza
Para viver isso, que é o nosso normal, nossa beleza
Maldade, maldade, por toda parte
Quando durmo, quando à mesa
Não tenho saudade da bondade, pois nunca a vivi, é uma estranheza
Não sou inventado, sou esses aí,
Brasileiros, brasileiras
Reais, injustiçados, castigados pelo governo "realeza"
Cresci, e continuei a ver chover corpos e cabeças
Mas hoje, tão cansado e injustiçado, farei uma besteira
Morrerei, de qualquer forma, mas vingarei atacando a fonte do problema
Curando nosso corpo, eliminando os parasitas, os de esquerda e os de direita
Acredite, faça e veja.
"Inconformismo", por André Carvalho

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