sábado, 4 de julho de 2009

Senti que tudo se foi

Guardei, por fim, muitas coisas boas

Lembrei dos momentos, beijos, abraços, de um simples oi,

Abrindo os olhos, nada era a mesma coisa.

O vazio dessa rua de hoje

Foi a via por onde eu vi, de longe,

Tudo que de fato eu tinha

Partindo

E a mesma rua tão vazia

Em mim, mostrando o caminho

Quando fechei os olhos, um leve vento batia

Eu enxergava, o cheiro eu sentia!

Meu amigos, família, amores, manias: toda a minha vida

Recortes de momentos, de um passado que eu, ali, tanto tanto queria...

Mas também me veio as lutas, me veio as dores, o sangue, as despedidas

E como, na verdade da verdade, aquilo tudo me valia...

Eu me despedi. Agora num sonho sem fim eu existia.

Completo e certo de que uma nova rua eu ainda veria.

Linda, onde crianças são crianças e aonde seu viver será sempre celebrar a vida

Com justiça ou injustiça, com verdade ou mentira, mas ainda preenchida e viva.

Para um dia não precisarem chorar, sentir saudade, tão sozinhas,

De uma forma tão vazia, como foi tão triste hoje a minha...

“Inconformismo”, por André.Carvalho.

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